Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas
A Secretaria de Saúde de Campinas (SP) confirmou na tarde desta terça-feira (25) o registro da segunda morte por dengue em 2025. A vítima era um homem de 65 anos, com comorbidades.
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Segundo a pasta, o homem que residia na área de abrangência do Centro de Saúde Aurélia foi atendido na rede privada – o início dos sintomas foi em 9 de fevereiro, e o óbito no dia 20 do mesmo mês.
Em nota, a Secretaria de Saúde disse que lamenta e se solidariza com a família.
“O desfecho óbito depende de fatores como procura precoce por atendimento, manejo clínico adequado e características individuais do paciente, como possíveis doenças preexistentes e/ou outras condições clínicas especiais”, diz o comunicado.
De acordo com o Painel de Arboviroses da prefeitura, Campinas tem 10.395 casos confirmados da doença em 2025.
Dengue: Campinas pontua dificuldades no combate a criadouros, vê ‘população saturada’ e teme aumento de casos graves
A cidade registrou os piores números da doença de sua história em 2024, quando registrou 121,9 mil casos confirmados e 92 óbitos – veja histórico abaixo:
Como saber se é grave
A Secretaria de Saúde recomenda aos moradores que, caso apresentem febre, procurem centros de saúde “imediatamente para diagnóstico clínico” e não banalizem os sintomas ou façam automedicação.
Embora a dengue não tenha um medicamento específico, há uma série de medidas clínicas que podem evitar o agramento e óbito, se feitas a tempo. Por isso, é preciso ficar atento aos sinais de alarme. São eles:
Dor abdominal;
Muitos vômitos;
Algum sinal de sangramento (gengiva, por exemplo);
Menstruação em maior volume, no caso das mulheres;
Sensação de desmaio
Orientações à população
🌡️ A dengue causa febre alta e repentina, dores no corpo, manchas vermelhas na pele, vômito e diarreia, resultando em desidratação.
🚨 Ao apresentar algum desses sintomas, o morador deve procurar uma das unidades de saúde da cidade para atendimento médico, segundo a Secretaria de Saúde.
Algumas medidas de prevenção são:
Utilize telas de proteção com buracos de, no máximo, 1,5 milímetros nas janelas de casa;
Deixe as portas e janelas fechadas, principalmente nos períodos do nascer e do pôr do sol;
Mantenha o terreno limpo e livre de materiais ou entulhos que possam ser criadouros;
Tampe os tonéis e caixas d’água;
Mantenha as calhas limpas;
Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;
Mantenha lixeiras bem tampadas;
Deixe ralos limpos e com aplicação de tela;
Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;
Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;
Limpe todos os acessórios de decoração que ficam fora de casa e evite o acúmulo de água em pneus e calhas;
Coloque repelentes elétricos próximos às janelas (o uso é contraindicado para pessoas alérgicas);
Velas ou difusores de essência de citronela também podem ser usados;
Evite produtos de higiene com perfume porque podem atrair insetos;
Retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa.
Aedes Aegypti, o mosquito transmissor da dengue, em Campinas
Rogério Capela/Prefeitura de Campinas
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