Que a Chevrolet S10 100 Anos inicia as comemorações do centenário da marca no Brasil, nós falamos aqui na QUATRO RODAS. Nesta segunda oportunidade, o foco será outro: andamos na picape, cujas novidades vão além dos adesivos e da pintura exclusiva, e a tornam a versão mais capaz para o off-road disponível atualmente.
Baseada na versão de apelo aventureiro Z71, a S10 100 Anos (que, apesar de ser uma série especial, não é limitada) sai por R$ 325.690, ou seja, cobra R$ 16.000 por suas particularidades. Elas começam no visual, com a estreia da cor Branco Dunas, única opção disponível para a série comemorativa e que, em breve, também estará presente nas demais versões da S10.
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Há ainda os detalhes em preto brilhante, como maçanetas, retrovisores, logotipos, rodas (de 18 polegadas) e para-choque dianteiro, além dos adesivos nos para-lamas dianteiros e nas laterais da caçamba, estes identificando novidades na suspensão. Na dianteira, há ainda apliques no para-choque com iluminação e uma peça que simula um scoop, no capô.
Por dentro, a S10 100 Anos tem detalhes em vermelho nas saídas de ar laterais e nos comandos centrais do painel, além das costuras de bancos, alavanca de câmbio e volante. Os bancos, aliás, têm revestimento exclusivo com mistura de três materiais: tecido, material sintético e uma espécie de camurça. O resultado é bom em conforto e aparência.
Apesar das exclusividades, o acabamento da picape continua simples, com materiais de aparência simples e sem qualquer aplique emborrachado. Porém, bem executado. A edição também segue a lista de equipamentos da versão Z71, que inclui ar-condicionado digital automático de zona única, carregador de celular por indução, faróis de led, câmera de ré e alerta de pressão dos pneus.

Entre os itens de série há ainda quadro de instrumentos de 8 polegadas, central multimídia de 11 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay, regulagem manual do facho dos faróis, controle de velocidade em declive, wi-fi embarcado, seis airbags, controle de oscilação de trailer e reboque, alerta de pontos cegos, alerta de colisão frontal com frenagem automática de emergência, alerta de tráfego cruzado traseiro, além de assistente de manutenção em faixa. Fazem falta os sensores de estacionamento traseiros, disponíveis a partir da versão High Country.
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Não há novidades no espaço da S10, que continua acomodando bem os ocupantes do banco traseiro – é possível, desde que em distâncias curtas, levar até três pessoas atrás. Mas falta a comodidade de saídas de ar-condicionado para quem vai atrás, já que só há portas USB. Na caçamba, são 1.061 litros e 1.000 kg de capacidade.
Off-road como nenhuma outra
Na reestilização profunda sofrida em 2024, a Chevrolet trocou os pneus de uso misto da versão High Country por outros mais urbanos – uma demanda dos compradores, segundo a marca. Na edição de 100 Anos, a picape segue caminho exatamente oposto a começar pelos pneus Pirelli Allterrain Plus, de medidas 265/60.

A vocação off-road é reforçadas pelo exclusivo esquema de suspensão da Ironman, mais robusto e capaz para enfrentar o fora de estrada – e que, de quebra, eleva a picape em 30 mm. O resultado da nova combinação é o melhor possível e faz inveja à Z71: os pneus, apesar de lameiros, não incomodam em vibrações ou ruídos no asfalto, e dão mais aderência na terra.

Já a suspensão faz sua parte deixando a picape com um ajuste mais rígido, reduzindo os balanços e os “pulos” da original, que já passou por um bom e eficiente reajuste na reestilização do ano passado. Apesar de mais alta, ela também melhora a estabilidade, tanto no asfalto, quanto na terra, segundo as primeiras impressões obtidas nos ciclos feitos pela Chevrolet, durante o evento de lançamento.
No desempenho, nada muda. A S10 100 Anos é equipada com o mesmo motor 2.8 turbo diesel (que, recentemente, ganhou sistema de Arla 32) de 207 cv e 52 kgfm, e câmbio automático de oito marchas. A tração pode ser 4×2 traseira, 4×4 ou 4×4 com reduzida.

Ainda não foi possível aferir os números da picape, já que ela ainda não está disponível para empréstimos. Porém, ela segue sem alterações aparentes no bom desempenho, além de uma boa relação de marchas no câmbio. Nos nossos testes feitos com a versão High Country, mais urbana, a aceleração de 0 a 100 km/h foi feita em 9,3 segundos, mais rápido do que os 9,4 segundos da Ford Ranger, com motor V6 de 250 cv.
