
Filypele Macedo conta como saiu do Exército para se tornar um operador consistente no mercado financeiro. Com um perfil que combina disciplina militar, humildade para aprender e foco, o resultado não poderia ser outro: sucesso no day trade. Ele foi o convidado do episódio 232 do GainCast.
Vida no Exército
Filypele nunca imaginou que trocaria a farda do Exército por gráficos de dólar e índice. “A primeira vez que eu ouvi falar de mercado foi em 2008, quando eu ainda era militar”, lembra. Daquele momento até se tornar referência no day trade, foram mais de dez anos de disciplina, tentativas e acertos ou, como ele mesmo diz, de “sangue, suor e lágrimas”.
A trajetória de Filypele no mercado financeiro começa de forma curiosa. Recruta, depois cabo, ele ouvia conversas de seu sargento sobre o mercado de ações. “Todo dia tinha uma aulinha sobre o mercado financeiro”, recorda.
Porém, só em 2015, ao deixar o Exército, o mercado virou plano de verdade. Durante esse tempo ele deu aula em autoescola, trabalhou com guindaste, mas não sossegou. “Fiz aquela boa e velha pesquisa no Google: ‘como ganhar dinheiro com mercado financeiro’”. Foi aí que vieram os estudos com nomes reconhecidos do mercado.
No entanto, em um primeiro momento ele só queria aprender. “Fiquei de 2015 até 2017 só estudando, sem abrir uma boleta”, diz. Em 2018, finalmente, operou pela primeira vez. “Considerei que realmente entrei no mundo do trade fazendo uma boleta incrível de R$ 65,00”, recorda. E comemorou: “Falei pra minha esposa: a gente pode ir no mercado ou sair, tem R$ 65,00 pra gastar com o que a gente quiser”.
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Operacional simples
Oito anos no Exército moldaram sua forma de operar. “O Exército ajudou demais. Lá só pode fazer o que está escrito. Isso vira uma lição para a vida”, diz. Segundo ele, o militarismo não cria uma nova pessoa, mas potencializa quem você já é.
Filypele opera utilizando médias móveis de 200, 50, 20 e 9 exponenciais. “O que deu certo pra mim foi trabalhar com médias. Preço justo, longe da média, fico quieto. Volta para a média, ajo”, explica. Ele também usa volume ocasionalmente e Fibonacci como balizador. “O indicador está aí pra te auxiliar e não para te escravizar”, afirma.
Apesar da simplicidade, ele confessa: “Chegou uma época em que eu tinha vergonha de falar que operava cruzamento de médias. Achava que estava fazendo errado, mas dava certo pra mim”.
Gestão de risco
Antes de buscar lucro, Filypele focou em parar de perder. “A verdade é que o mais bonito do processo foi quando eu parei de perder”, comenta.
Ele não tem uma história de superação marcada por quebra de conta e atribui isso à disciplina. “Nunca quebrei. Já perdi, claro, mas nunca quebrei. Sempre fui muito pé no chão”, diz. Para ele, a consistência vem do gerenciamento. “Comecei ganhando o que eu arrisco. Um pra um está ótimo pra mim”, menciona.
Do dólar ao índice
O trader começou operando dólar por conta dos professores que teve na época, mas hoje se dedica majoritariamente ao índice. “O índice me dá mais oportunidades durante o dia”, cita. Filypele faz em média de 40 a 50 operações por mês, porém somente de três a cinco operações são no dólar.
Filypele é avesso a montar carteira. “Não tenho estômago para o longo prazo. Dormir numa sexta sem saber como vai abrir segunda-feira me tirava o sono”, comenta. Ele prefere estar líquido no mercado, operando no dia, com risco controlado.
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