Então, tão rápido quanto cresceu, a tendência pareceu desaparecer. Os suplementos deram lugar ao leite cru e não pasteurizado e ao mel. O leite de aveia foi exilado. O vinagre de maçã conquistou o topo das geladeiras dos influenciadores, e a ideia de colocar um pedaço de manteiga no seu coado de repente parecia absurda. Por isso, quando digo que há um único complemento para o café que sobreviveu tanto ao hype quanto à sua derrocada, saiba que é uma vitória conquistada a duras penas. Esse ingrediente, claro, é o colágeno.
Há anos, misturo colágeno na minha bebida matinal. Seja café, matcha ou um smoothie, o pó branco e sem sabor é adicionado à minha rotina. Fiz isso tantas vezes que já virou automático – algo que a nutricionista naturopata e autora do The Hormone Balance Handbook, Jessica Shand, considera positivo. “Como o colágeno é uma proteína resistente e permanece intacta mesmo quando exposta ao calor, adoro misturá-lo ao meu café matinal ou ao meu matcha. Além de fornecer um reforço de aminoácidos, ele pode potencialmente suavizar o impacto do café sobre o cortisol.”
O que o café com colágeno faz?
Além de ajudar a evitar a ansiedade pós-cafeína, adicionar colágeno ao café traz uma série de benefícios. “O colágeno é a principal proteína estrutural dos tecidos do corpo e funciona como uma espécie de ‘cola’ que nos mantém unidos”, explica Shand. “Gosto de visualizá-lo como a substância que sustenta tudo – da integridade da nossa pele aos músculos, ossos, unhas, cabelos e até as paredes intestinais. Costumo recomendá-lo para clientes que querem focar na saúde da pele durante a perimenopausa e a menopausa. Esse é o período em que o estrogênio (o hormônio responsável pela elasticidade e firmeza da pele) naturalmente declina. O colágeno também pode ajudar a aliviar dores musculares e articulares.”
O colágeno altera o sabor do café?
Não. O colágeno (se for sem sabor) não tem gosto. Se há algo a se considerar, são as questões de textura. Dependendo da quantidade adicionada à bebida quente, é necessário mexer por um ou dois minutos para evitar grumos.
O colágeno conta como proteína?
Sim, diz Shand, mas não da mesma forma que um filé de salmão ou outro alimento rico em proteínas. “Um peito de frango, por exemplo, é uma fonte primária de proteína magra, enquanto o pó de colágeno é uma fonte concentrada de colágeno – um tipo específico de proteína encontrada nos tecidos conjuntivos.”
Se você monitora a ingestão de proteínas, considere a proteína do colágeno como um extra, e não como uma fonte principal. Como ele não contém todos os nove aminoácidos essenciais, pode beneficiar a pele, as articulações e os músculos, mas talvez não seja o ideal para a síntese muscular.
Como escolher um colágeno de qualidade?
Encontrar um suplemento de qualidade pode ser desafiador para quem não tem tempo de decifrar cada rótulo e promessa. Shand recomenda ficar de olho em alguns termos. “No caso do colágeno marinho, procure por ‘colágeno hidrolisado puro’ que seja proveniente de pesca sustentável. Para o colágeno bovino (o mais comum), busque versões ‘grass-fed’ (alimentadas com pasto) para garantir que estejam livres de hormônios, antibióticos e exposição a produtos químicos.”
Quanto ao colágeno vegano, Shand afirma que ele é uma boa opção para dietas à base de plantas, mas não tem o mesmo perfil nutricional do colágeno marinho ou bovino. “O colágeno vegano geralmente contém ingredientes de origem vegetal que estimulam a produção natural de colágeno no corpo, como a vitamina C.”
Esta matéria foi originalmente publicada na Vogue UK.