Encenou todas as suas fases, com o auxílio de efeitos de luz e pirotecnias que representavam da fluidez da água à sensualidade do fogo. Em cada uma delas, o público, com a Geração Z em peso para ver Olivia Rodrigo, berrava cada sílaba a plenos pulmões.
O cantor fez os fãs berrarem até em Linger, música do The Cranberries, de 1993. Antes de cantá-la, Jão contou ter sonhado que, caso se tornasse um popstar, apresentaria essa música em um palco. Além disso, disse que a canção é a preferida “de alguém de quem gosta muito”.

Os fãs berravam também músicas antigas do cantor, como 🙁 (Nota de voz 8), do álbum Anti-Herói (2019), que o artista não cantava há seis anos. “Os de verdade sabem essa”, disse pouco antes. E não é que sabiam?
A pressão de fazer o último show de sua melhor fase, porém, o atingiu. Jão se mostrava, por vezes, tenso e demorou a falar com o público – apresentou sua banda apenas antes de Alinhamento Milenar, a sexta música do show.
Mas, se a maior qualidade de Jão é seu público, é ele quem tem mérito nisso. Fazendo o que quer, o cantor mostra que cada um que se dedica a decorar letra por letra de suas músicas também pode fazer o que quer.
“O meu objetivo de vida é ser de vocês. Eu vou ficar com saudade”, disse. E encerrou com Essa Eu Fiz Pro Nosso Amor, sem direito a bis.