Segundo adolescente de 14 anos, professor da rede pública disse que ‘era necessário matar metade dos negros no Brasil’. Secretaria de Educação informou que determinou afastamento imediato do servidor. Centro Educacional 04 do Guará, no DF
TV Globo/Reprodução
A Polícia Civil investiga como incitação ao crime e discriminação racial a denúncia da família de uma adolescente por causa da fala racista de um professora dentro de sala de aula. O caso aconteceu em uma escola pública do Guará, no Distrito Federal.
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“Minha sobrinha relatou que o professor, em determinado momento da aula, trouxe a seguinte frase: de que não via a hora de se trocar de governo, porque era necessário que matasse metade dos pretos do Brasil, porque o preto precisava de morrer mesmo. Eu escutei a frase dela e fiquei chocada”, conta Fernanda Saraiva.
A sobrinha de 14 anos da Fernanda é negra e disse à família que ficou muito ofendida com o comentário do professor. Ela chegou a chorar em sala de aula. A Fernanda conta que foi até a escola e questionou a direção da escola.
Após conversas com o restante da sala, a diretora confirmou o ocorrido. No entanto, o professor negou. Nesta terça-feira (25), ele continuava dando aula.
Em nota, a Secretaria de Educação informou que determinou o afastamento imediato do professor, de forma preventiva, e que a corregedoria já abriu um procedimento para apurar os fatos. A pasta disse ainda que repudia qualquer manifestação de racismo.
“Ela fala pra mim: ‘tia, eu já convivo isso diariamente, mas dentro da escola isso me magoou muito’. E aí, começou a chorar. Eu falei pra ela ficar tranquila, que a gente ia atrás disso, que ela não iria mais passar por isso”, diz Fernanda.
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A sobrinha de 14 anos da Fernanda é negra e disse à família que ficou muito ofendida com o comentário do professor. Ela chegou a chorar em sala de aula. A Fernanda conta que foi até a escola e questionou a direção da escola.
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