Maria Irene Jordão, analista global da XP, participou do programa Morning Call da XP nesta segunda (24), e disse que o rali das ações da Tesla verificado logo após a eleição do Trump, em novembro do ano passado, foi perdido esse ano.
Segundo ela, o mercado esperava que fosse benéfica a aproximação do CEO da Tesla, Elon Musk, com o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.
Notícias negativas
“Mas a gente vê que desde a posse de Trump, a ação da Tesla teve uma queda de quase 40% e volta para o patamar de antes das eleições do ano passado”, afirmou.
Notícias negativas também têm atingido a Tesla, como foi o caso do recall, devido a um defeito de fabricação, da picape Cybertruck. “O modelo já vinha apresentando outros problemas. É um risco reputacional bastante relevante para a marca”, destacou.
Além disso, por conta da associação de Elon Musk com o governo Trump, tem ocorrido uma série de protestos e vandalismos nas unidades e veículos da Tesla nos EUA, relata a analista. “Isso tem afetado negativamente as ações da companhia e inibindo a compra de veículos da Tesla”, afirmou.
PIB global
Maria Irene Jordão também comentou sobre os temores do crescimento global. É que as tarifas de importação impostas ou a serem impostas pelo governo Trump representam um risco não somente aos Estados Unidos, mas para o mundo.
A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) reduziu a projeção do PIB global esse ano de 2,4% para 2,2% e para o ano que vem, de 2,2% em para 1,6%.
“Há temores de que as tarifas afetem o comércio global e consequentemente o PIB global”, disse.
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