A Rua 25 de Março foi mencionada nominalmente no documento americano como um mercado notório de falsificação. A pirataria roubou R$ 500 bilhões na economia brasileira só em 2024. Para justificar o tarifaço, o governo Trump divulgou um relatório citando a falsificação e a pirataria no Brasil.
Na rua conhecida pelo comércio popular, no centro da maior cidade do país, nem tudo é “de verdade”.
Repórter: mais isso aqui passa pelo original?
Vendedora: isso, esse é o mais perto do original que tem.
Repórter: mais uma pessoa olha isso aqui e fala que é falso, não?
Vendedora: não, é difícil falar. É quase igual ao original.
Parece prática comercial, mas é crime.
Repórter: esse tá quanto?
Vendedora: dez reais.
Repórter: Mas assim, perto do original, é muita diferença? É né?
Vendedora: É, né? Lembra: o original sai 120 (reias)
A pirataria no Brasil aparece até no relatório de comércio exterior dos Estados Unidos, divulgado dois dias antes do tarifaço anunciado pelo presidente Donald Trump. O texto diz que houve avanço na fiscalização nos últimos anos, mas que é preciso melhorar o combate ao mercado ilegal – online e físico. E a Rua 25 de Março foi citada nominalmente no documento americano como um mercado notório de falsificação.
Rua 25 de Março foi citada nominalmente no documento americano como um mercado notório de falsificação
Reprodução/TV Globo
A pirataria roubou quase R$ 500 bilhões na economia brasileira só em 2024. É a soma do que as empresas legalizadas deixaram de vender e os impostos que não foram recolhidos. O presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria, explica o tamanho do prejuízo:
“Deixam de gerar empregos, de atrair novos investimentos. Quem compra produtos de baixa qualidade, que afeta sua saúde e segurança. É o erário com a brutal sonegação de bilhões de impostos. A indústria e o comércio formais, que investem e que geram empregos, também perdem mercado. E segurança pública, porque cada vez mais esse mercado está sendo ocupado por organizações criminosas e milícias, e isso afeta a nossa segurança, porque está sendo fortalecida a estrutura criminosa que arrecada esse dinheiro que poderia estar circulando na economia formal”, afirma Edson Vismona.
O relatório americano cita dezenas de países, além do Brasil. Mas o mercado de produtos ilegais também tem espaço nos Estados Unidos. Em Nova York, por exemplo, não é difícil encontrar produtos falsificados à venda nas ruas. E a solução não passa por adotar tarifas mais duras de importação, já que elas são direcionadas ao comércio formal. E até ao contrário: os produtos originais ficam mais caros, o que tende a favorecer os ilegais.
O especialista no assunto ressalta a importância de uma articulação coletiva contra o mal da pirataria:
“Eles conseguem colocar os produtos, por não pagarem impostos, a preços muito mais baratos. É um flagelo mundial. O que demonstra a necessidade de todos os países articularem ações, inclusive em cooperação, para combater esse mercado ilícito que movimenta bilhões de dólares”, diz Edson Vismona, presidente do Fórum Nacional contra a Pirataria.
A União dos Lojistas da 25 de março declarou que lamenta o conteúdo do relatório divulgado pelos Estados Unidos, que a grande maioria dos lojistas da região atua de forma regular há décadas e dentro das normas, e que pontos isolados com produtos irregulares podem existir, mas são constantemente fiscalizados e combatidos em parceria com o poder público. A União dos Lojistas da 25 de março declarou, ainda, que não é justo generalizar a região.
Trump cita falsificação e pirataria no Brasil
Reprodução/TV Globo
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Na rua conhecida pelo comércio popular, no centro da maior cidade do país, nem tudo é “de verdade”.
Repórter: mais isso aqui passa pelo original?
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Vendedora: não, é difícil falar. É quase igual ao original.
Parece prática comercial, mas é crime.
Repórter: esse tá quanto?
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Vendedora: É, né? Lembra: o original sai 120 (reias)
A pirataria no Brasil aparece até no relatório de comércio exterior dos Estados Unidos, divulgado dois dias antes do tarifaço anunciado pelo presidente Donald Trump. O texto diz que houve avanço na fiscalização nos últimos anos, mas que é preciso melhorar o combate ao mercado ilegal – online e físico. E a Rua 25 de Março foi citada nominalmente no documento americano como um mercado notório de falsificação.
Rua 25 de Março foi citada nominalmente no documento americano como um mercado notório de falsificação
Reprodução/TV Globo
A pirataria roubou quase R$ 500 bilhões na economia brasileira só em 2024. É a soma do que as empresas legalizadas deixaram de vender e os impostos que não foram recolhidos. O presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria, explica o tamanho do prejuízo:
“Deixam de gerar empregos, de atrair novos investimentos. Quem compra produtos de baixa qualidade, que afeta sua saúde e segurança. É o erário com a brutal sonegação de bilhões de impostos. A indústria e o comércio formais, que investem e que geram empregos, também perdem mercado. E segurança pública, porque cada vez mais esse mercado está sendo ocupado por organizações criminosas e milícias, e isso afeta a nossa segurança, porque está sendo fortalecida a estrutura criminosa que arrecada esse dinheiro que poderia estar circulando na economia formal”, afirma Edson Vismona.
O relatório americano cita dezenas de países, além do Brasil. Mas o mercado de produtos ilegais também tem espaço nos Estados Unidos. Em Nova York, por exemplo, não é difícil encontrar produtos falsificados à venda nas ruas. E a solução não passa por adotar tarifas mais duras de importação, já que elas são direcionadas ao comércio formal. E até ao contrário: os produtos originais ficam mais caros, o que tende a favorecer os ilegais.
O especialista no assunto ressalta a importância de uma articulação coletiva contra o mal da pirataria:
“Eles conseguem colocar os produtos, por não pagarem impostos, a preços muito mais baratos. É um flagelo mundial. O que demonstra a necessidade de todos os países articularem ações, inclusive em cooperação, para combater esse mercado ilícito que movimenta bilhões de dólares”, diz Edson Vismona, presidente do Fórum Nacional contra a Pirataria.
A União dos Lojistas da 25 de março declarou que lamenta o conteúdo do relatório divulgado pelos Estados Unidos, que a grande maioria dos lojistas da região atua de forma regular há décadas e dentro das normas, e que pontos isolados com produtos irregulares podem existir, mas são constantemente fiscalizados e combatidos em parceria com o poder público. A União dos Lojistas da 25 de março declarou, ainda, que não é justo generalizar a região.
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Reprodução/TV Globo
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